| A Dança Andaluz |
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A palavra "Andaluz" refere-se ao cruzamento histórico entre a Espanha e a África do Norte árabe durante o período otomano. Cada um dos países influenciados tem seu próprio estilo de danças andaluzes, a maior parte destas refletindo as danças da corte realizadas por artistas profissionais. A música chamada Malouf, considerada clássica e executada por uma orquestra com cantores, instrumentos de cordas, sopro e percussão, além de executada originalmente para grandes califas, reis e sultões, é que teria originado o estilo de dança chamado Andaluz, estilo este muito sofisticado e apreciado por um público cativo. As dançarinas vestiam-se de forma suntuosa e usavam um coque. Avançavam a passos ligeiros e seus braços desenhavam graciosos arabescos, os quais ilustravam os meandros da melodia. Além disso, usavam lenços de seda que prolongavam a sinuosidade dos movimentos. A referência musical que temos para realizar este estilo de dança, é baseada na forma da poesia árabe falada/cantada, chamada Mowashah (plural Mowashahat), que se utiliza de vários ritmos, entre o quais o ritmo Samai Darig. Como referência de dança, podemos mencionar o trabalho do grandioso mestre Mahmoud Reda, o qual destaca a participação masculina junto à feminina nesta dança que originalmente era executada somente por mulheres.
Como dica de apresentação para esta dança vale lembrar suas características principais que são a elegância e a fluidez para se mover em cena. Por fim, destaco uma antiga e famosa canção que retrata bem o estilo Mowashah, a maravilhosa Lama Bada Yatathanna. Vamos lá, apreciem esta música e mergulhem neste envolvente estilo de dança, Andaluz. Autora: Ályyta Suhair (pesquisadora, bailarina, coreógrafa e professora de Dança Oriental, Folclore Árabe e Dança Cigana há mais de 18 anos, além de produtora do Festival Oriente – A Mulher e o Sonho e da Mostra Cultural de Danças – Arte & Magia, este último em parceria com Estrela) Fones:(11) 2989-7223 ou (11) 9884-9633 Site: www.mostracultural.com.br Matéria Publicada na edição nº 1 - Ano 1 - Agosto e Setembro de 2010
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